sexta-feira, 1 de julho de 2011

G43

Onde Nascem Os Anjos

Com os olhos do sofrimento
Ver a realidade de um tempo
                                                   Navegar nos mares escuros                                                                                                          Ouvir choros sobre os muros,
De crianças que não tem rostos
Apenas mórbidas armas de fogo
Assistem a ganância da sociedade
E os prazeres bizarros da humanidade

Missa dos profetas profanos
Onde nascem os anjos 2x

O estridente ranger dos dentes
No copo o sangue dos inocentes
Bebida preferida das crianças
De olhos opacos e sem esperança
O barulho do vôo das pombas
Acompanhado dos passos da sombra
O céu negro adorado por tantos
Lar obscuro dos pequenos anjos

Missa dos profetas profanos
Onde nascem os anjos 2x

Tiago alves Pereira (1/9/00)

G41

Heavy Metal Combate


Ele é destruidor
ele é devastador
ele é sanguinário
ele é o desolador
ele destrói o amor
ele constrói a dor
ele desgraça a vida
e ama o que aniquila

Heavy Metal Combate
3X


ele faz que tudo morra
ele mata e não perdoa
ele vem para massacrar
ele julga para condenar
ele é forma das gangues
ele não vive sem sangue
ele é um crucificador
e aqui não há salvador

Heavy Matal Combate
3x



Tiago Alves Pereira
(4/6/04)

G40

A família fantasma



Vivo em uma velha casa na montanha
de semblante triste e madeira castanha
onde a noite é uma floresta de sustos
e o fogo é aceso para se ver os vultos
os barulhos retratam a noite familiar
onde sou o único ser vivo nesse lugar   
as folhas são testemunhas da história
mas não falam e nem guardam memórias
o passado está guardado em um atalho
onde o único fato é o vento do orvalho
o medo me consome em minha cama
atormentado pela parede que é lama
onde os espíritos passam na madrugada
como se as madeiras não fossem nada
sou como um estranho nunca avistado
onde vivo numa casa sem ser convidado
faço parte de uma família não conhecida
onde sou a única pessoa que é esquecida
descobri que a morte não é boa companhia
e eu sou o fantasma da casa dessa família



Tiago Alves Pereira
(7/10/02)




G39

Patrão do Inferno



Ele é o vício da nação
é o chefe da corrupção
é o pecado da civilização
e a cobiça de todo ladrão
é a noite de uma constelação
e o motor que gira a ambição
ele é governador do estado
e chefe do crime organizado


Patrão do Inferno
3X

ele é o guardião do abismo
e o contratante dos assassinos
é a violência de todas as ruas
e o cafetão das prostitutas
é um sucedido empresário
e o maioral do narcotráfico
se você está desempregado
é apenas assinar um contrato


Patrão do Inferno
3X



Tiago Alves Pereira
(20/5/04)





G39

Melissa


momentos felizes são vividos
para nunca serem esquecidos
vivemos a paixão intensamente
para termos amor eternamente
mas como dizem nada é eterno
eu fui cedo mas sempre te espero
não tive tempo de me arrepender
de muitas coisas antes de te conhecer
antes de ver seu rosto e há ver sorrir
antes de olhar para luz e ser feliz

Aqui nesse vale de escuridão
eu te esperarei, ó Melissa

antes as trevas me perseguiam
vestes negras sempre me cobriam
a noite era minha melhor amiga
e becos sombrios era minha vida
as estrelas eram o que brilhavam
nos meus olhos que se apagavam
até que você passou pela calçada
dando sentido de uma nova estrada
mas o tempo não quis se estender
dando a chance de eu me arrepender

Aqui nesse vale de escuridão
eu te esperarei, ó Melissa


Tiago Alves Pereira
(15/5/02)



 

G38

Deja-vu



o filme é uma sessão repetida
como pode ser toda a sua vida
os dias seguem regras ditadas
a semana sete vezes arquivadas
o ano é uma inédita temporada
muito reprisada semana passada
as emoções são fitas regravadas
com toda as imagens renovadas

Se o sol e a lua forem deja-vu


já pensou que a vida fosse um filme
e já ter ouvido o que você já disse
já ter visto alguma cena que já viu
e saber o qual é o objeto que sumiu
o cotidiano é sua repetição de atos
a fita dos pensamentos congelados
a revolução é composta das ações
a evolução é uma fita de repetições


Se o sol e a lua forem deja-vu



Tiago Alves Pereira
(5/11/03)

g37

Inverno solitário



Viver em um mundo de provação
em cada momento de uma estação
ser um louco no planeta dos sãos
ser um adotado no meio de irmãos
ser o derrotado entre os campeões
e ser o único a ter essas sensações
viver infeliz para ser um aprovado?
ou ter um sorriso e ser um isolado?

Viver numa casa de falsos coloridos
que são verdadeiros castelos sombrios

nossos olhos sempre nos enganam
quando magias sobrenaturais emanam
acreditando numa realidade já  imposta
que não tem realização e muita proposta
será que somos uma criação divina e real?
ou somos o caos que Deus achou ideal?
A mente é uma maquina que faz a criação
será que nossa vida é fruto da imaginação?

são perguntas que vão se calando no sereno
e devagar se descobrindo no solitário inverno

Viver numa casa de falsos coloridos
que são verdadeiros castelos sombrios
 


Tiago Alves Pereira
(7/6/02)