Filhos da terra (corpos sem almas)
Olhos choram ao ver a pátria
olhos puros que idolatram
uma nação que sempre se colhe
semeando o que não se escolhe
cegos num destino que se segue
enxergando a verdade do herege
que se alimenta do nosso medo
que escurece o sol mais cedo
que faz nosso pesadelo eterno
e nossa vida como o inferno
que faz a ira infernal da guerra
com a soástica de prata na testa
crianças nascem no ventre negro
olhando a verdade do desespero
corroendo toda a sua estrutura
de inocência pura na sepultura
não querendo olhar para o final
colocando a sua máscara social
reprimindo seu verdadeiro ideal
e sempre girando em um espiral
com alma que não tem serventia
mas corpo podre e mente doentia
apenas mais um clone do planeta
que vive convicto de sua incerteza
é vivo e não sabe se será imortal
se é divino ou apenas um animal
que vive de costumes e de moral
num planeta infinito de forma oval
no mundo sempre virá mais algum que será um clone e eu sou mais um
Tiago Alves Pereira (7/6/01)
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