sexta-feira, 1 de julho de 2011

G21

Caminhar

nem parece que faz tanto tempo
quando lembrei pela primeira vez
quando dei os meus primeiros passos
caminhando em meus pensamentos
o humano é como uma máquina
acelera para ganhar o futuro
pára para refletir o presente
e volta para recordar o passado
é como caminhar para o sul
e sempre chegar até o norte
è como a vida que é a chave
para várias portas  da morte
entender o porque de caminhar
porque o mundo sempre vai girar
a lua sempre será nossa lanterna
e a juventude nunca será eterna
o céu sempre será a casa da estrela
e a casa de meus pais nunca foi certeza
por isso nunca podemos prever nada                                                                                                                             é como um ciclo que nunca vai parar
demoramos tanto tempo para chegar
para em segundos pararmos de caminhar


Tiago Alves Pereira (5/6/01)

G20

Pensamentos de um louco


A loucura dos loucos
é qualidade de poucos
vivo aqui sempre trancado
mas sei que o certo é errado
que o perdão não é pedido
mas na verdade merecido
que sonhos são realizados
e os desejos são sonhados
que somos independentes
e vivemos como escravos
que a religião é a essência
mas acreditamos na ciência
que é muito difícil acreditar
e tudo tem que se provar
que não há mais honestidade
e na mentira existe a verdade
dizer que todo mundo é mané
e tomar coca- cola com café
olhar pela janela da vizinha
e comer arroz de camisinha
queremos viver na marisia
e namorar pelo computador
também tirar uma radiografia
e mostrar nossa beleza interior                                                                                                  o médico tenta fazer no consultório
o que louco faz melhor no sanatório
na verdade o mundo está perdido                                                                                              por isso nada que falei faz sentido

Tiago Alves Pereira (27/12/01)

G19

Anjos Caídos (cidade de prata)


A aura é a nudez de nossos sentimentos
a alma é visão de nossos consentimentos
seguindo as legiões do poderoso Sammael
somos os caídos que Deus não quis no céu
lástimas de um destino ainda desconhecido
de manhãs luzentes e entardecer repetitivo

eu sinto o sol mas nunca o tocarei
os oceanos não tem mais lágrimas do que eu

lírios de várias cores e alma de várias vidas
somos barro de construções não construídas
vivendo numa roda que gira contra o tempo
de passagens curtas e olhos que são eternos
memórias que viajam em épocas do passado
retratando as encarnações de um condenado

retorna em minha mente a batalha prateada
caindo de um vôo rasante em uma estrada
mais um arcanjo que perde suas asas e cai
esquecendo o glorioso do rosto de seu pai

eu sinto o sol mas nunca o tocarei
os oceanos não tem mais lágrimas do que eu

Tiago Alves Pereira (28/8/01)

G18

Anjos Caídos (cidade de prata)


A aura é a nudez de nossos sentimentos
a alma é visão de nossos consentimentos
seguindo as legiões do poderoso Sammael
somos os caídos que Deus não quis no céu
lástimas de um destino ainda desconhecido
de manhãs luzentes e entardecer repetitivo

eu sinto o sol mas nunca o tocarei
os oceanos não tem mais lágrimas do que eu

lírios de várias cores e alma de várias vidas
somos barro de construções não construídas
vivendo numa roda que gira contra o tempo
de passagens curtas e olhos que são eternos
memórias que viajam em épocas do passado
retratando as encarnações de um condenado

retorna em minha mente a batalha prateada
caindo de um vôo rasante em uma estrada
mais um arcanjo que perde suas asas e cai
esquecendo o glorioso do rosto de seu pai

eu sinto o sol mas nunca o tocarei
os oceanos não tem mais lágrimas do que eu

Tiago Alves Pereira (28/8/01)

G17

Pegadas na areia

As sombras sempre caminham
deixando rastros que se apagam
realçando a paisagem negra
e toda sua sinistra beleza
sempre transbordando melancolia
e fugindo do nascer do novo dia
reluzentes montanhas e pedras
semeadas pelo luar das trevas
onde mares obscuros deságuam
como lágrimas que se lamentam
como pilares que não se sustentam
e sofrimentos que não se agüentam
o mar semeia
pegadas na areia
barcos que velejam sempre de volta
pecados, cobiça, prazeres e desejos
que levaram todos a ancorarem
em portos de profundos desesperos
o vento suspira espalhando areia
acompanhado do canto da sereia
que canta toda a sua agonia
de sempre ver apenas a noite fria
a beleza não é aquilo que atrai
mas o que faz pulsar o seu coração
o que motiva seus olhos a enxergarem
e remarem em calmas marés de solidão

Tiago Alves Pereira (8/4/01)


G17

Pegadas na areia

As sombras sempre caminham
deixando rastros que se apagam
realçando a paisagem negra
e toda sua sinistra beleza
sempre transbordando melancolia
e fugindo do nascer do novo dia
reluzentes montanhas e pedras
semeadas pelo luar das trevas
onde mares obscuros deságuam
como lágrimas que se lamentam
como pilares que não se sustentam
e sofrimentos que não se agüentam
o mar semeia
pegadas na areia
barcos que velejam sempre de volta
pecados, cobiça, prazeres e desejos
que levaram todos a ancorarem
em portos de profundos desesperos
o vento suspira espalhando areia
acompanhado do canto da sereia
que canta toda a sua agonia
de sempre ver apenas a noite fria
a beleza não é aquilo que atrai
mas o que faz pulsar o seu coração
o que motiva seus olhos a enxergarem
e remarem em calmas marés de solidão

Tiago Alves Pereira (8/4/01)


G16

Tudo o que mamãe não gosta



Ele é vândalo e arruaceiro
ele é roqueiro e maconheiro
ele tem o corpo todo tatuado
e está todos os dias chapado
o cabelo está muito comprido
e as orelhas estão com brincos

Ele faz tudo que mamãe não gosta
3X

vestido de preto é fantástico
aumenta a música no máximo
coçando o saco o dia inteiro
só dorme e não acorda cedo
nenhum dia é segunda feira
trabalhar parece uma besteira
esforço só andando na esteira
da sua namorada maluqueira

Ele faz tudo que mamãe não gosta
3X



Tiago Alves Pereira
(22/7/04)